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Perguntas Frequentes
Você não precisa esperar que o sofrimento se torne insuportável para procurar ajuda.
A psicoterapia pode ser útil sempre que você percebe que algo na sua vida emocional, nos seus pensamentos, comportamentos ou nos seus relacionamentos está gerando sofrimento ou dificultando seu bem-estar.
Muitas pessoas procuram terapia para entender melhor a si mesmas, desenvolver habilidades emocionais e lidar com desafios da vida de forma mais saudável.
Eu entendo essa dúvida, porque quando a gente está sofrendo, o que mais quer é: “isso vai acabar de vez?”
Mas aqui vai uma resposta honesta, sem te iludir e sem tirar sua esperança:
Na psicologia, a gente não usa a palavra cura. A gente fala em remissão.
Deixa eu te explicar com uma analogia bem simples:
Quando você quebra um braço, ele cicatriza. Depois disso, você não precisa mais pensar nele. Está resolvido.
Com transtornos mentais, funciona diferente. É mais parecido com algo que pode ficar inativo.
Os sintomas podem: desaparecer completamente, ou reduzir muito, ou aparecer de forma leve e controlável. Mas eles não “somem da existência”. Eles ficam adormecidos.
E o que é remissão?
Remissão significa retorno à funcionalidade, voltar a funcionar.
Voltar a viver sua vida com autonomia. Sem a ansiedade, a depressão ou qualquer outro transtorno dominando suas escolhas.
Em alguns casos:
– a pessoa entra em remissão 100% (praticamente sem sintomas)
– em outros, 90% (raros momentos, mas com controle)
– em outros, 70% (ainda existe, mas não paralisa mais)
E isso já muda completamente a vida.
Mas tem um ponto MUITO importante:
Os sintomas podem voltar.
E isso não significa fracasso, significa que você é humano.
Por isso que na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), o objetivo não é só “melhorar você agora”.
É te ensinar a ser o seu próprio terapeuta.
Você aprende a:
– identificar quando sua mente está entrando em padrões antigos
– perceber sinais precoces de recaída e como agir para preveni-los
– responder diferente aos pensamentos
– gerenciar emocções
– mudar comprotamentos problemáticos
– e se regular antes que a coisa aumente
É como aprender a cuidar de si mesmo de forma consciente.
Porque diferente de um braço quebrado, sua mente está com você todos os dias.
Então, resumindo de forma clara:
Não é sobre nunca mais ter sintomas, é sobre eles não controlarem mais a sua vida. E você ter ferramentas pra lidar com eles se e quando aparecerem.
Ou seja, ser o seu próprio(a) terapeuta sem depender pára smepre de ajuda externa.
A duração da terapia pode variar de pessoa para pessoa, pois depende das dificuldades apresentadas, dos objetivos do tratamento e do ritmo de cada processo.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o acompanhamento é estruturado e focado em objetivos, buscando promover mudanças práticas e desenvolver autonomia emocional ao longo do processo.
Sim. Tudo o que é compartilhado nas sessões é protegido pelo sigilo profissional, conforme o Código de Ética do Psicólogo.
Isso significa que você pode falar livremente sobre suas experiências, pensamentos e emoções em um ambiente seguro e respeitoso.
Conversar com pessoas próximas pode trazer apoio, mas a psicoterapia oferece algo diferente: escuta clínica sem julgamento, um espaço estruturado, conduzido por um profissional treinado para ajudar você a compreender padrões de pensamento, emoção e comportamento.
Na terapia, utilizamos métodos e estratégias baseadas em evidências para promover mudanças reais na forma como você lida com seus desafios.
Eu sei como é isso.
Parece que sua cabeça está sempre “ligada”, procurando alguma coisa pra se preocupar.
Mesmo quando está tudo bem, surge um: "e se alguma coisa der errado?”
E isso não é falta de controle, é a sua mente tentando te proteger, só que exagerando.
Na terapia, você aprende a diferenciar quando a preocupação é útil e quando ela só está te prendendo num ciclo.
E, aos poucos, você volta a ter momentos de silêncio mental, coisa que hoje parece impossível.
Você não faz isso porque quer!
Você faz isso porque seu cérebro tenta se antecipar ao perigo.
Mas tem um problema: ele começa a tratar o pior cenário como o mais provável.
E aí você vive como se algo ruim estivesse prestes a acontecer o tempo todo.
Na terapia, a gente trabalha exatamente isso: te ajudar a sair desse “modo catástrofe” e enxergar a realidade com mais equilíbrio, sem ignorar riscos, mas sem viver refém deles.
Essa é uma das coisas que mais angustia.
Você sabe que está exagerando, mas não consegue parar. E quanto mais tenta parar, mais a preocupação volta.
Isso acontece porque a preocupação vira um hábito mental automático.
Na terapia, você não aprende a “forçar parar de pensar”.
Você aprende a se relacionar diferente com os pensamentos e isso faz toda diferença.
Você sente que só vai relaxar quando tiver certeza de que está tudo sob controle.
Mas, isso nunca chega, né?
Porque a vida é incerta. E quanto mais você tenta eliminar a incerteza, mais ansioso você fica.
Na terapia, você aprende algo libertador: não é ter certeza que traz paz. É aprender a lidar com a incerteza.
Você pensa, analisa, tenta prever, Mas nada resolve.
Porque o problema não é falta de pensamento. É excesso.
Você entra num ciclo de tentar resolver algo que ainda nem aconteceu.
Na terapia, você aprende a sair desse “girando no mesmo lugar” e focar no que realmente pode ser feito no presente.
Você sente que precisa prever tudo, evitar tudo, controlar tudo, como se relaxar fosse um risco.
Mas isso cansa demais. E no fundo, você carrega um peso que não é justo carregar.
Na terapia, você aprende a soltar esse excesso de responsabilidade e entender o que realmente está no seu controle e o que não está.
Porque sua mente não descansa.
Preocupação constante é como rodar um aplicativo pesado o dia inteiro.
E isso gera: cansaço, irritação, dificuldade de concentração e tensão no corpo.
Na terapia, a gente não trabalha só o pensamento, mas também esse desgaste emocional e físico que você vem acumulando.
Essa sensação é muito real.
Mas ela não é um aviso do futuro. É ansiedade.
Seu corpo entra em estado de alerta e sua mente tenta justificar esse alerta criando preocupações.
Na terapia, você aprende a diferenciar “sensação de perigo” de “perigo real”. E isso traz um alívio enorme.
Porque sua mente não confia no “tudo bem”.
Ela pensa: “se eu relaxar, posso ser pego de surpresa”.
Então você fica sempre em alerta, sempre preparado, sempre tenso.
Na terapia, você aprende a se permitir viver o presente, sem precisar estar o tempo todo esperando o pior.
Eu sei o quanto essa preoucupação te angustia e a boa notícia é que você não vai viver assim para sempre!
Ansiedade não é quem você é.
É um padrão que você aprendeu. E tudo que é aprendido, pode ser modificado.
A terapia te ajuda a reconstruir essa forma de pensar, a sair do ciclo de preocupação constante e a voltar a sentir leveza na sua própria mente.
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